Viagens corporativas no Brasil movimentam R$ 17,9 bilhões em maio, com alta de 6,4%
As viagens de negócios no Brasil movimentaram R$ 17,9 bilhões em maio, um crescimento de 6,4% face ao mesmo mês de 2025. Os dados são da Alagev e foram divulgados pela Panrotas. No acumulado de janeiro a maio, o setor soma R$ 85 bilhões, mais 6,2% do que no período homólogo.
O crescimento não vem só de mais viagens: vem também de preços mais altos. A tarifa aérea média subiu de R$ 568,90 para R$ 632,50, um aumento de 11,2%. Nos hotéis, a diária média passou de R$ 428,40 para R$ 451,71, mais 5,4%, com a ocupação a avançar de 62,4% para 63,4%.
A associação sublinha que o desempenho se mantém mesmo num contexto de juros elevados e de pressão inflacionária, e lê o resultado como sinal de que a mobilidade corporativa continua a ser tratada pelas empresas como investimento ligado ao desenvolvimento do negócio, e não como despesa dispensável.
Para quem gere orçamentos de viagem, o detalhe relevante está na diferença entre os dois indicadores. Com a tarifa aérea a subir ao dobro do ritmo da diária de hotel, o peso do bilhete dentro do custo total da deslocação aumenta — e é aí que a antecedência da compra e a política de reserva da empresa passam a fazer diferença mensurável.
Na BellaTur Travel, o acompanhamento destes números orienta a forma como estruturamos os programas corporativos. Quando o custo unitário sobe mais depressa do que o volume, a poupança deixa de estar em viajar menos e passa a estar em viajar com regras claras: janelas de compra definidas, rotas alternativas avaliadas e uma gestão de fornecedores que não se refaz a cada trimestre.
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