EUA e Brasil respondem por 41% do aumento das receitas turísticas em Portugal
Portugal fechou o primeiro semestre de 2026 com quase 13 mil milhões de euros em receitas turísticas, e o impulso veio sobretudo de dois lados do Atlântico. Segundo a Presstur, os Estados Unidos e o Brasil somaram 214 milhões de euros de crescimento, o equivalente a 41,1% de todo o aumento registado no período.
Os norte-americanos gastaram 1.523 milhões de euros, mais 113,4 milhões do que no ano anterior, uma subida de 8% que os mantém como terceiro maior emissor. O Brasil ficou nos 657,1 milhões, com um acréscimo de 100,62 milhões, e é o sexto mercado — mas cresce a 18,1%, o ritmo mais alto entre os principais emissores.
Em termos absolutos, o Reino Unido continua à frente, com 1.948,5 milhões de euros e uma subida de 4,4%. Seguem-se a Alemanha, com 1.542,1 milhões e mais 4,6%, e a Espanha, com 1.130,1 milhões e um crescimento de 7,1%. A exceção é a França, que recua 5,7% para 1.123,3 milhões.
A leitura é clara para quem opera entre os dois países: o viajante brasileiro em Portugal não só é mais numeroso como gasta mais por estadia, e é hoje uma fatia do crescimento comparável à de mercados historicamente maiores. O contributo do Brasil para o aumento total, 19,3%, fica perto dos 21,8% dos Estados Unidos, apesar de um valor absoluto menos de metade.
Na BellaTur Travel acompanhamos estes números porque explicam a pressão que se sente no terreno. Quando dois mercados de longo curso concentram quatro em cada dez euros de crescimento, a disponibilidade nos hotéis de Lisboa, do Porto e do Douro deixa de ser um problema de época alta e passa a ser uma questão de antecedência ao longo de todo o ano.
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