Japão muda o tax free a 1 de novembro, com reembolso só depois da alfândega
O Japão altera o sistema de tax free a partir de 1 de novembro de 2026. Até 31 de outubro, a isenção continua a ser aplicada no momento da compra; depois dessa data, o turista passa a pagar o imposto na loja e a pedir o reembolso, que só é processado após a inspeção alfandegária à saída do país. A informação foi divulgada pela Panrotas.
O valor mínimo para que uma compra seja elegível mantém-se nos 5.000 ienes, sem imposto. O que muda a favor do viajante é o fim de várias restrições: acaba o limite de 500 mil ienes para produtos consumíveis, deixa de ser obrigatória a embalagem especial selada e desaparece a separação entre bens gerais e consumíveis.
O procedimento passa a ter seis etapas. Compra-se numa loja aderente, paga-se o valor com imposto, levam-se os produtos para fora do país, cumpre-se o procedimento alfandegário no aeroporto ou porto, passa-se pela verificação e, por fim, recebe-se o reembolso através da loja ou de uma empresa especializada. A confirmação alfandegária tem de ser obtida até 90 dias após a compra.
Na prática, há duas consequências para quem planeia. A primeira é de tesouraria: o dinheiro do imposto fica adiantado durante a viagem, o que pesa em roteiros longos com compras avultadas. A segunda é de tempo no aeroporto — a inspeção passa a ser um passo obrigatório, e não uma formalidade dispensável.
Na BellaTur Travel sinalizamos estas mudanças aos clientes com viagem marcada para o final do ano, porque a data de partida deixa de ser indiferente. Quem viaja em outubro apanha ainda o sistema antigo; quem parte em novembro deve contar com margem extra no dia do regresso e guardar todos os comprovativos de compra.
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