Europa acaba com a flexibilização do EES e o controlo de fronteiras fica mais lento
A flexibilização temporária do Entry-Exit System (EES) terminou a 6 de setembro de 2026. A medida tinha sido autorizada pela Comissão Europeia em fevereiro deste ano, depois de o arranque do sistema, em outubro de 2025, ter provocado congestionamentos assinaláveis nos principais aeroportos europeus. Com o fim da suspensão parcial, o registo biométrico volta a ser aplicado na íntegra em todas as passagens de fronteira externa do espaço Schengen — e, segundo a Panrotas, o efeito prático mede-se em minutos perdidos.
Os números ajudam a perceber a dimensão. De acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a verificação de um passaporte passou de cerca de 20 a 25 segundos para aproximadamente 90 segundos com os procedimentos atuais. Multiplicado por um voo de longo curso cheio, o tempo acumulado deixa de ser um detalhe. Durante o verão registaram-se esperas que chegaram às seis horas em situações extremas, com passageiros a perder voos, ligações falhadas e aeronaves a largar lugares por atrasos no embarque.
O sistema abrange 29 países e está plenamente operacional desde abril de 2026. A IATA pediu à União Europeia que mantivesse a suspensão parcial disponível pelo menos até ao final da temporada de inverno europeia de 2028, em março. Thomas Reynaert, vice-presidente sénior para assuntos externos da organização, defendeu que a flexibilização deve continuar acessível enquanto não estiverem reunidas quatro condições: pessoal de fronteira suficiente, equipamento e sistemas estáveis, quiosques e portas automáticas a funcionar em pleno, e utilização alargada das ferramentas de pré-registo.
Nem todos os pontos de passagem estão ao mesmo nível. A França continua a testar quiosques e tablets que permitem o registo prévio dos passageiros antes do controlo, mas mantém dificuldades técnicas por resolver. O porto de Dover e as operações do Eurostar e do Eurotúnel reportaram equipamento ainda em fase de ensaio ou com instalação incompleta. Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Malta, Países Baixos, Portugal e Suíça tinham pedido em julho que a flexibilização se mantivesse. A Comissão Europeia, por seu lado, considerou que o sistema funcionou em larga medida bem durante os meses de verão.
Para quem planeia, a leitura é simples e vale a pena incorporá-la já. Ligações curtas em aeroportos de entrada no espaço Schengen passam a ser um risco real, sobretudo em horas de ponta e em picos de fim de semana. Na BellaTur Travel olhamos para estes tempos de fronteira como parte do itinerário, e não como um imprevisto: escolher o aeroporto de entrada certo e deixar folga na primeira ligação é hoje tão importante como escolher a tarifa.
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